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Bióloga, mestre e doutora em Ecologia, Conservação e Manejo da Vida Silvestre pela UFMG, com especialização em Gestão de Áreas Protegidas pelo CATIE (Costa Rica). Professora da UFMG desde 2011, vinculada ao Departamento de Genética, Ecologia e Evolução, coordena o Laboratório de Sistemas Socioecológicos, integra o Programa de Pós-Graduação em Ecologia, Conservação e Manejo da Vida Silvestre (CAPES 7) e dirige a Estação Ecológica da UFMG desde 2018.Possui mais de quatro décadas de experiência em conservação da biodiversidade, gestão de áreas protegidas, políticas públicas ambientais, pesquisa aplicada, extensão universitária e inovação socioambiental. Iniciou sua trajetória profissional na Fundação para o Desenvolvimento do Pantanal (FUNDEPAN), atuando em pesquisas sobre manejo da fauna silvestre no Pantanal Mato-Grossense. Entre 1986 e 1996, integrou o Instituto Estadual de Florestas de Minas Gerais, onde coordenou ações de proteção à vida silvestre e participou da criação de programas pioneiros de formação de gestores de unidades de conservação e de guarda-parques. Entre 2003 e 2010, atuou como consultora de ONGs e de instituições como o IBAMA, o ICMBio, o Ministério do Meio Ambiente, o WWF-Brasil, a FUNBIO e o Programa Áreas Protegidas da Amazônia (ARPA). Nesse período, coordenou avaliações de efetividade de gestão envolvendo centenas de unidades de conservação federais e estaduais, apoiou a estruturação de sistemas estaduais de áreas protegidas, desenvolveu metodologias e indicadores para o monitoramento de investimentos em conservação, conduziu processos de planejamento estratégico e de gestão participativa e capacitou gestores ambientais em diferentes biomas brasileiros.Desde sua entrada na UFMG, desenvolve e coordena projetos interdisciplinares voltados à conservação do Cerrado, à sustentabilidade socioambiental, a tecnologias sociais e à valorização da sociobiodiversidade. Possui ampla experiência na coordenação de equipes multidisciplinares, na captação e gestão de recursos, na formação de recursos humanos e na articulação entre o conhecimento científico, as políticas públicas e os saberes tradicionais. Destacam-se os Projetos Minhocuçu e Pequi, que contribuíram para o manejo sustentável dos recursos naturais, a geração de renda em comunidades tradicionais, a formulação de instrumentos de gestão ambiental e o alcance dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS).